Codificação agregadora única defendida como medida de segurança em saúde

Georges Nicolaos, Diretor do Serviço Farmacêutico do Hospital da Fundação Adolphe de Rothschild, em França, advogou, no passado dia 27 de setembro, na mais recente reunião do Healthcare User Group (HUG), que a evolução da codificação em saúde deve passar por uma solução agregadora de vários códigos, de barras e bidimensionais, num código único.

Aquele especialista, envolvido em projetos de implementação de standards da GS1 há mais de 15 anos, pronunciava-se sobre este tema no âmbito da 35.ª reunião do HUG, uma iniciativa promovida pela GS1 Portugal para profissionais de saúde. Georges Nicolaos sublinhou que “o paciente, quando entra num hospital, está com elevados níveis de stress e, por isso, torna-se vital demonstrar que a segurança é uma prioridade e que o tratamento vai ser o mais adequado”. Neste contexto, acrescentou que os standards GS1, por permitirem um acesso rápido à informação dos produtos em qualquer momento do tratamento, reforçam a confiança do paciente nos profissionais de saúde. Georges Nicolaos apresentou algumas evidências de um estudo que liderou relativo à codificação de instrumentos cirúrgicos no Hospital Ballanger, em França, há 13 anos. Segundo referiu, este estudo permitiu constatar que uma só embalagem de produtos pode conter vários códigos DataMatrix e até sete códigos de barras, dificultando a rastreabilidade. Neste estudo, concluiu a necessidade de encontrar uma nova solução de codificação que consubstancie um código único, capaz de concentrar toda a informação necessária sobre um produto ou embalagem de produtos.