Codificação dinâmica no acondicionamento primário de medicamentos: próximo passo na garantia de segurança do doente

No âmbito do Plenário de Saúde do GS1 Industry & Standards Event, a 14 de setembro, foi defendido que o próximo passo, a nível global, no aprofundamento das garantias de segurança dos doentes, rastreabilidade dos produtos e prevenção da falsificação de medicamentos é a impressão de códigos de barras nos vários níveis de acondicionamento dos medicamentos.

Pascal Aulagnet, Diretor de Market and Regulatory Engagements da Pfizer destacou que várias organizações mundiais reconhecem as vantagens da utilização de um sistema de codificação como o Sistema GS1 na garantia dessas três dimensões. Como destacou, na sua experiência, um dos principais benefícios da codificação reside no potencial de simplificação da complexidade de algumas operações, em particular no que se refere à concertação de operações em múltiplas unidades produtivas e localizações, garantindo a interoperabilidade, a maior eficiência, o cumprimento da legislação e segurança do doente, em última instância. Assim, como sublinhou, a utilização de standards globais permite alcançar estes objetivos de negócio. Os benefícios são transversais e aplicam-se, como referiu, da produção à distribuição. Segundo Pascal Aulagnet, “o potencial da codificação é reconhecido. Para aumentar esse reconhecimento e alargar a utilização, é preciso falar do potencial adicional dos benefícios que acrescenta ao doente, da informação que pode ser disponibilizada e que garante a respetiva segurança”. Sobre este aspeto em particular, Pascal Aulagnet referiu que, no acondicionamento primário (blister), a indústria farmacêutica continua a procurar tecnologia que permita colocar códigos de barras dinâmicos, com informação estática (ex: GTIN) e também com informação variável (data de validade, lote, etc.).

Como realçou, “os doentes não têm de ter noção do processo, mas têm de ter a garantia de que o processo adequado lhes entrega o medicamento de que necessitam”.