Colaboração e partilha de dados consideradas fundamentais na cadeia de valor da saúde

A 7.ª Edição do Seminário da Saúde da GS1 Portugal contou com uma intervenção de enquadramento de Ulrike Kreysa, Senior Vice President do Global Office da GS1, subordinada ao tema “The global Healthcare Supply Chain: the need of Collaboration – challenges and demands in the New Era”, em que destacou a importância determinante das metodologias de colaboração, em particular em contexto pandémico.

Como destacou Ulrike Kreysa, a crise sanitária registou um impacto sem precedentes no setor da saúde. Sendo uma crise sanitária global, como destacou a responsável internacional da GS1 para o setor da saúde, requer também soluções globais, colaboração global e standards globais que garantam confiança, interoperabilidade, transparência e visibilidade ao longo de toda a cadeia de valor.

Ulrike Kreyse citou o estudo da responsabilidade da Deloitte, publicado já em contexto pandémico, subordinado ao tema “Securing trust in the global COVID-19 supply chain”, segundo o qual, além da colaboração da indústria e de uma comunicação transparente, “adotar os standards GS1 adiciona um elemento de confiança a todos os níveis da cadeia de abastecimento no setor da saúde – uma confiança que, em última análise, se transmite aos próprios pacientes”.

O mesmo estudo, sublinhou Ulrike Kreyse, considera os dados de identificação da vacina que garante imunização à COVID-19 (ID do produto, número de lote e data de validade) como “essenciais” à confiança dos profissionais de saúde numa correta administração da vacina”, realçando que “a OMS recomenda que todas as vacinas sejam identificadas com esses dados através de codificação”. GAVI e UNICEF exigiram ainda o recurso a standards GS1 nas embalagens secundárias.

Como reforçou Ulrike Kreysa, as atuais circunstâncias exigem colaborações avançadas a nível internacional. Nesse contexto, os standards GS1 garantem a segurança da cadeia de abastecimento, permitem antecipar desafios e garantem uma comunicação clara e transparente sobre o processo de vacinação, ao longo de toda a cadeia de valor.

Ulrike Kreyse destacou a necessidade de adoção de uma plataforma global que garanta a rastreabilidade do processo de produção, distribuição e administração de vacinas, em que participem os vários visados. Neste contexto mencionou a iniciativa desta natureza que reúne, com este propósito, nomeadamente, a UNICEF, a GAVI – the Vaccine Alliance, o Banco Mundial, a Organização Mundial de Saúde e a Fundação Bill and Melinda Gates.