GS1 promove debate de alto nível sobre novo estudo da Deloitte

Nesta que foi a terceira edição da discussão ao mais alto nível sobre o tema, moderada pela Deloitte, participaram Grant Courtney, Traceability Lead, UNICEF Supply Division; Ken Legins, Supply Chain Strengthening Centre Chief, Supply Division, UNICEF Copenhaga; e Peter O’Halloran, Chief Information Officer da Australian Capital Territory (ACT Health).

Conforme destacou Grant Courtney no enquadramento da iniciativa, “a pandemia representa uma oportunidade para acelerar a utilização de standards GS1 no combate à falsificação de medicamentos, sobretudo no que diz respeito às vacinas COVID-19”. No âmbito desta sessão, Peter O’Halloran apresentou o caso prático da ACT Health, onde “estão a ser utilizados os standards  GS1 para garantir que os pacientes têm acesso aos melhores cuidados de saúde possíveis, com os recursos existentes, numa lógica de eficiência e otimização.”

Neste GS1 Healthcare Executive Dialogue, foram ainda partilhadas informações práticas sobre os mecanismos e benefícios inerentes à adoção de standards GS1 em contexto de pandemia. A participação foi aberta e gratuita.

O estudo da Deloitte, “Securing Trust in the Global COVID-19 Supply Chain”, que enquadra esta série de iniciativas conclui que, além da colaboração da indústria e de uma comunicação transparente, “adotar os standards GS1 adiciona um elemento de confiança a todos os níveis da cadeia de abastecimento no setor da saúde – uma confiança que, em última análise, se estende aos próprios pacientes”. De recordar que os standards globais GS1 permitem que os fabricantes de produtos farmacêuticos, empresas de distribuição e fornecedores deste setor sigam protocolos e medidas de segurança essenciais para garantir a confiança e a segurança dos pacientes, tanto da própria vacina, como na capacidade de garantir a respetiva administração em segurança.

Apesar da adoção de standards GS1 ser cada vez mais transversal no setor da saúde, por força da adoção de legislação comunitária que a impõe, a verdade é que ainda não é uma prática universal. Nesse sentido, o estudo da Deloitte considera as informações de identificação da vacina, como o ID do produto, número de lote e data de validade como “essenciais para os profissionais de saúde administrarem as vacinas com confiança”, realçando que “a OMS recomenda que todas as vacinas sejam identificadas com esses dados através de código de barras”. Entidades como a GAVI e a UNICEF exigiram ainda o uso de standards GS1 nas embalagens secundárias.

Atualmente, mais de 70 países têm implementada legislação no setor da saúde ou definidos requisitos entre parceiros comerciais assentes no recurso a standards GS1. Esses países contam com os códigos de barras bidimensionais GS1 DataMatrix, que podem agora ser utilizados para codificar as informações de identificação da vacina e contribuir para reduzir erros, permitindo a sua rastreabilidade.