O que preocupa os portugueses?

Embora o sentimento de confiança seja transversal a toda a Europa, as preocupações divergem entre os países. O terrorismo e a saúde estão no topo da lista a nível global.

De acordo com Gustavo Núñez, “o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, assim como a saúde, são as principais preocupações dos consumidores portugueses, o que leva a que estejam disponíveis para pagar preços mais elevados por produtos associados à saúde ou à conveniência. A qualidade dos produtos e a experiência de compra são também drivers de consumo que os consumidores consideram benéficos”.

O quarto trimestre de 2017, que incluiu um Natal e Ano Novo bastante dinâmicos e com significativos crescimentos em volume, indica uma tendência positiva para o futuro. “Marcas e retalhistas terão de inovar e investir na criação de valor das categorias, com a oferta de produtos que poderão ter preços mais elevados, mas que ofereçam aos consumidores benefícios extra e tornem a sua vida mais fácil”, refere Gustavo Núñez.

O ano de 2017 foi muito positivo para toda a Europa, com um crescimento de 4,2% em valor. As categorias mais dinâmicas foram as Bebidas (10,6% as não alcoólicas e 7% as alcoólicas). Os produtos de Mercearia (3,9%), Higiene do Lar (3,8%), Congelados (3,7%), Cuidado Pessoal (3,1%) e os Lacticínios (2,3%) também apresentaram crescimento.

As Marcas da Distribuição apresentam uma performance positiva em Portugal, seguindo a tendência na Europa, resultando num forte investimento por parte dos retalhistas.

Os supermercados continuam a ser o canal mais importante, estando os pequenos formatos a crescer acima da média. Esta tendência demonstra que o consumidor está cada vez mais atento ao driver conveniência e proximidade.