Codificação de doses unitárias de medicamentos: o reforço da garantia da segurança dos doentes

O Plenário de Saúde do GS1 Industry & Standards Event contou com a participação, no dia 14 de setembro, de Maryanne Molenaar, responsável pela estratégia de implementação dos diferentes sistemas de comunicação e informação nas farmácias do Sistema de Saúde do Este da Austrália. Maryanne Molenaar destacou que, com a utilização de EDI – Electronic Data Interchange é gerada uma eficiência na distribuição dos fármacos nos serviços de saúde e na dispensa dos medicamentos aos pacientes substancialmente reforçada pelo recurso a standards GS1.

Maryanne Molenaar sublinhou que no Sistema de Saúde do Este da Austrália, há muitos anos que as farmácias hospitalares utilizam o GTIN para identificar o fármaco a encomendar, garantindo a encomenda do medicamento correto, na quantidade necessária. Como sublinhou, a informação enviada aos fornecedores inclui GTIN, a quantidade e o GLN do local de entrega.

Como sublinhou “os doentes não têm de ter noção do processo, mas têm de ter a garantia de que o processo adequado lhes entrega o medicamento de que necessitam”.

Sobre este aspeto, Maryanne Molenaar, destacou as eficiências geradas pela aplicação de standards GS1 na farmácia hospitalar, com base na exigência desses três requisitos apresentados a distribuidores – GTIN, quantidade pedida e GLN – e complementados com a aplicação do sistema de EDI – Electronic Data Interchange e com codificação SSCC – Serial Shipping Container Code. É com estes dados que, como sublinhou, se procede à distribuição da medicação na enfermaria e na alta hospitalar.

Sobre a visibilidade que familiares e doentes têm destas exigências, Maryanne Molenaar admitiu que estes talvez não saibam “qual a importância da codificação e do scanning, do impacto que esses procedimentos têm em termos de rastreabilidade. Presumem que são cumpridos. Os doentes esperam que estejamos a garantir a rastreabilidade. Não têm noção do que exige e quantos erros de medicação foram evitados. Ficariam aterrorizados se imaginassem os riscos. Perguntariam porque não o faríamos. É importante que percebam o que fazemos”.

Numa projeção de futuro e dos aspetos a promover, mais do que essa informação, Maryanne Molenaar sublinhou que são necessárias as ferramentas e imperativos os equipamentos adequados para que a indústria e os prestadores de cuidados de saúde evoluam para a codificação das doses unitárias. Para que seja consagrado o direito dos doentes de dispor da terapêutica certa, na dosagem certa, no momento e pelo profissional adequado.