Confiança e otimismo são cada vez mais a regra dos portugueses

Portugueses registam máximo de confiança há três trimestres consecutivos

  • Portugal é o 2º país da Europa Ocidental que mais se preocupa com a saúde
  • Alimentação é o principal gasto dos portugueses, mas são as atividades fora de casa que têm vindo a crescer em importância nos últimos anos

Fonte: Nielsen

No último trimestre de 2019, os portugueses voltaram a mostrar-se mais confiantes do que os consumidores a nível europeu. Segundo os resultados do estudo “The Conference Board® Global Consumer Confidence Survey”, conduzido em colaboração com a Nielsen, o grau de confiança registado entre os consumidores portugueses manteve o seu máximo histórico, acima da média europeia e superou os resultados de países próximos.

Confiança dos Portugueses consolida máximo histórico

Portugal mantém no quarto trimestre do ano o valor de 94 pontos já conseguido neste Índice nos dois trimestres anteriores, o mais alto de sempre no nosso país. Invertendo o seu histórico de pessimismo, os portugueses revelam um nível de otimismo superior ao da média europeia.

Metade dos portugueses esperam ano positivo para o país e para si próprios

Quando inquiridos acerca da situação económica do país, cerca de metade dos inquiridos afirmam esperar boas ou excelentes perspetivas laborais e financeiras no próximo ano e mais de metade dos portugueses (55%) não consideram que o país se encontre em recessão.

“A confiança foi uma constante entre os consumidores portugueses ao longo do último ano. Embora não seja possível prever com toda a certeza até quando esta tendência se irá manter, importa que marcas e retalhistas a consigam aproveitar e desenhar estratégias para potenciar um espírito que tem também efeitos no consumo. O desafio neste momento centra-se em apresentar uma oferta para uma disponibilidade acrescida para gastar, mas que apresente uma mais-valia que seja percetível para os consumidores, que responda às suas necessidades e anseios e se enquadre em preocupações e estilos de vida em transformação”, comenta Ana Paula Barbosa, Retailer Vertical Director da Nielsen Portugal.

Portugueses são dos que mais se preocupam com a Saúde

Tendo vindo a ganhar cada vez mais importância nos últimos anos, a Saúde consolidou a sua posição como a principal preocupação dos portugueses (30%). Portugal é agora o país da Europa Ocidental que revela maior preocupação com este tema, apenas precedido pela Finlândia (32%). Esta preocupação tem um claro impacto nas tendências de consumo, observando-se dinamismo e bom desempenho de todas as categorias e inovações relacionadas com a Saúde.

O equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, que durante tantos anos ocupou o primeiro lugar nesta lista de preocupações, assume agora o segundo lugar, mas ainda com grande destaque. Os portugueses procuram cada vez mais produtos que lhes tragam conforto e conveniência, tornando a sua vida mais fácil.

Também relacionado com a procura de uma vida mais equilibrada e feliz, surge uma maior procura por entretenimento e atividades de lazer fora do lar. Com efeito, no que diz respeito à alocação de orçamento mensal dos portugueses, estes assumem que gastam cada vez mais em “jantares fora” (5% do seu budget, quando chegou a pesar apenas 2,5% em plena crise). Por outro lado, a alocação de orçamento familiar na alimentação (em casa) tem vindo a diminuir, apesar de ainda ocupar a maior fatia dos gastos dos portugueses (21%). 0

“É importante que as marcas vão ao encontro daquilo que são as principais preocupações dos consumidores nacionais. Com mais dinheiro e maior disponibilidade para o gastar, os consumidores procuram este desafio por parte das marcas e retalhistas, sendo esta uma boa oportunidade para criar um maior envolvimento com os mesmos. Os consumidores continuam a querer respostas a uma crescente procura por estilos de vida mais saudáveis e esperam adquirir produtos com um impacto positivo na forma como se sentem. Ao mesmo tempo, a perda de tempo próprio na sociedade atual assegura um papel preponderante para o fator conveniência, e para soluções que permitam poupar tempo e esforço nas rotinas diárias dos consumidores”, conclui Ana Paula Barbosa.