E-commerce: tendência tépida ou quente entre os consumidores de hoje?

  • A pandemia acelerou o crescimento do canal de e-commerce, convertendo mais consumidores para o omnicanal
  • A NielsenIQ analise se a inflação e o crescimento da consciência de custos dos consumidores irão continuar a favorecer o e-commerce

Fonte: Nielsen IQ

Verificação de temperatura: de que forma os consumidores fazem as compras de supermercado

O mais recente estudo global da Nielsen IQ realizou uma avaliação da temperatura dos comportamentos e atitudes dos consumidores de supermercado.  O estudo indicou que as compras online são mais prevalentes em regiões do leste e sul da Ásia e Médio Oriente. Entre os que compram mercearia, 96% dos comprados chineses fazem-no online. Seguidos dos consumidores da Índia (93%), Coreia do Sul (89%) e do Médio Oriente, do Reino da Arábia Saudita (77%).

O inquérito, que foi conduzido no segundo trimestre de 2022 com 11 000 consumidores de 12 países, revelou ainda que existem mais compradores de supermercado online agora comparada com há seis meses. Este crescimento é mais prevalente entre os consumidores da Índia, com 75% dos consumidores que já compravam online a afirmar que o fazem mais atualmente. Os inquiridos na China (55%) e no Brasil (50%) afirmam o mesmo.

O estado de espírito dos consumidores

A avaliação da temperatura revela que o aumento da adoção das compras online de supermercado está correlacionado com a maior consciência de gastos dos consumidores.

Os consumidores de todo o mundo esperam um aumento dos preços de bens e serviços nos próximos seis meses, mas as suas perspetivas variam por região. Os consumidores de seis das 12 regiões inquiridas (Chile, África do Sul, Brasil, Reino da Arábia Saudita, China e Índia) sentem-se otimistas, considerando que as suas vidas ou finanças pessoais vão melhorar neste período de tempo. Com um sentimento pessimista estão os consumidores inquiridos no Reino Unido, Polónia, Alemanha e França. Os consumidores da Coreia do Sul e dos Estados Unidos estão divididos.

Contudo, independentemente se estão otimistas ou pessimistas, todos os consumidores têm um olhar atento aos gastos.

Fonte: Barómetro Nielsen IQ Q2 2022
© 2022 Nielsen Consumer LLC. All right reserved

Como é que os consumidores vão comprar nos próximos seis meses

Na generalidade, os consumidores de mercearia  têm acompanhado de forma mais próxima os gastos, nos últimos seis meses, mas muitos dizem estar a gastar mais devido ao aumento de preços. Como mantêm uma vigilância apertada dos gastos, estão a priorizar os produtos essenciais.

Fonte: Barómetro Nielsen IQ Q2 2022
© 2022 Nielsen Consumer LLC. All right reserved

No pico dos constrangimentos provocados pela Covid-19, as preocupações com a conveniência, a segurança e a acessibilidade dos produtos para consumidores com mobilidade reduzida figuraram o impulso para o crescimento extraordinário do comércio online, mas o aumento dos preços possivelmente levará a que mais consumidores o façam.

O mesmo inquérito demonstra que a oferta de bons negócios e promoções, o custo-benefício e os preços mais baixos são considerações dos consumidores quando decidem onde comprar. Os consumidores passaram a igualar estas condições nas compras online.  

Em países como a Coreia do Sul, além destas considerações, a disponibilidade da compra de supermercado online também é importante quando decidem onde comprar mercearia.

Os recursos online estão a permitir um melhor planeamento da mercearia

Agora que os consumidores estão mais conscientes dos gastos em mercearia, estão também a utilizar ferramentas para comparar preços antes de decidir onde comprar, estão a pesquisar produtos ou marcas antes de decidir o que comprar e a verificar os websites dos supermercados antes de comprar. Na Índia e na China, os conteúdos ao vivo ou os últimas publicações de influenciadores nas plataformas digitais também impactam as escolhas de compra de supermercado.

O que vem a seguir para o e-commerce?

O número crescente de consumidores a adotar as compras online não é apenas o reflexo das restrições provocadas pela Covid-19.

À medida que a inflação continue a crescer, um pouco por todo o mundo, o e-commerce ainda surge como a alternativa dos consumidores que ainda estão a recuperar dos impactos financeiros da pandemia e sentem os efeitos do aumento de preços.

Os consumidores de hoje confiam no online para os ajudar a planear, procurar as melhores ofertas custo-benefício e aceder a produtos que vão ao encontro das suas estratégias de poupança.

Fonte: NielsenIQ Barometer Q2 2022

 

Artigo original completo disponível em https://nielseniq.com/global/en/insights/education/2022/e-commerce-is-it-tepid-or-hot-among-todays-consumers/