GS1 Global Forum: Deloitte apresenta resultados da rastreabilidade no reforço da segurança das vacinas de imunização à COVID-19

Hanno Ronte, partner da Delloite UK, entidade que elaborou um estudo do impacto do recurso satandards na cadeia de abastecimento e distribuição das vacinas de imunização à COVID-19 apresentou no Plenário de Saúde do Global Fórum da GS1, a 23 de fevereiro, os dados recentes que permitem concluir que o movimento de vacinação global foi – e continua a ser – bem-sucedido e, entre os vários fatores que podem explicar a grande adesão da população está a “segurança da cadeia de valor” de cada inoculação, garantida pela adoção de mecanismos de rastreabilidade pelas farmacêuticas e entidades de saúde.

Como destacou, “desde o desenvolvimento à entrega, passando pela aceitação e administração, o fator segurança tornou-se uma pedra basilar para a distribuição e administração das vacinas por todo o mundo”.

Entre as medidas que consolidaram a confiança geral da população na corrente da vacinação, Hanno Ronte lembra que “a regulamentação específica de produtos de saúde, de que as vacinas são exemplo, promovem ações colaborativas, garantindo simultaneamente sigilo e segurança em tempos de crise”.

O responsável da Deloitte apelou ainda a que as organizações e entidades governativas adiram “aos standards globais e serialização” de produtos, dando como exemplo a simbologia GS1 DataMatrix, a simbologia de codificação bidimensional da GS1: “Ao atingirmos uma utilização universal da tecnologia GS1 DataMatrix, teremos uma mais rigorosa identificação e a garantia de rastreabilidade de produtos médicos de extrema importância”, como as vacinas. Durante o processo de vacinação, foram reportados 150 incidentes, em mais de 40 países, relacionados com a qualidade das doses a administrar. Contudo, e graças à rastreabilidade, foi possível identificar os lotes a que pertencia cada uma dessas vacinas e eliminá-los de imediato, lembrou o orador.

Olhando para o futuro, o representante da Delloite vê na “última milha” um dos maiores desafios para outras ações à escala global. Especificamente sobre a vacinação, Hanno Ronte lamenta que o acesso à saúde ainda não esteja totalmente democratizando, deixando por isso uma sugestão: “Se aliarmos a otimização das entregas last mile em zonas rurais ou em países em desenvolvimento à utilização eficaz dos recursos locais, juntamente com uma visão e linguagem únicas sobre a administração das vacinas, poderemos finalmente atingir a equidade da vacinação em todo o mundo”.

Estas afirmações foram proferidas no âmbito do Plenário de Saúde do Global Forum da GS1, a entidade de que a GS1 Portugal é organização-membro. A GS1 reúne anualmente num Fórum internacional representantes das várias indústrias, entidades reguladoras, outras entidades e especialistas para promover o debate sobre temas da atualidade com potencial impacto nas soluções assentes em standards GS1 de modo a dar resposta aos desafios do mercado. O Global Forum decorreu entre 21 e 24 de fevereiro, em formato exclusivamente digital, pelo segundo ano consecutivo, integrando uma sessão dedicada ao setor da saúde, o Plenário de Saúde.