GS1 Portugal organiza 20ª Reunião Healthcare User Group

No dia 18 de outubro, realizámos a 20ª reunião do Healthcare User Group (HUG) que reuniu 45 profissionais do setor da Saúde na sede GS1 Portugal para um debate sobre o impacto da Diretiva dos Medicamentos Falsificados em ambiente hospitalar. A agenda contou com a intervenção de cinco oradores, entre eles, Ulrike Kreysa, Vice-Presidente GS1, a nível internacional, para este setor.

 

O HUG é uma reunião organizada pela GS1 Portugal que reúne um grupo circunscrito de profissionais e decisores do setor português de Saúde com o intuito de debater e analisar os desafios e oportunidades da atualidade.

 

Próximo da entrada em vigor da Diretiva dos Medicamentos Falsificados, que acontece já em fevereiro de 2019, e considerando o panorama traçado no Seminário de Saúde da GS1 Portugal em junho de 2018, onde as dúvidas ainda persistiam em todos os profissionais do setor, focámos esta 20ª reunião no impacto da Diretiva dos Medicamentos Falsificados nos serviços farmacêuticos hospitalares. “O que vai mudar nos Hospitais?” foi o mote para o debate que contou com a presença de decisores, gestores e profissionais do Setor da Saúde.

A agenda contou com a intervenção de Ulrike Kreysa da GS1 Healthcare que nos trouxe o panorama europeu da implementação da Diretiva Europeia dos Medicamentos Falsificados. Ulrike Kreysa utilizou a sua apresentação para demonstrar à audiência quais os benefícios da utilização de um sistema de Standards em ambiente hospitalar recorrendo a casos práticos de sucesso em hospitais europeus.

Já Vânia Serapicos, do INFARMED, fez um pequeno enquadramento legal e aproveitou para apresentar os resultados do inquérito realizado aos Hospitais Portugueses pelo grupo de trabalho constituído pelo INFARMED, pela SPMS e pela ACSS. De evidenciar que um hospital que receba em média 43900 embalagens por semana pode demorar até 12 horas por dia a verificar embalagens como requerido pelo Regulamento Delegado. Vânia Serapicos concluiu a sua apresentação com um sumário dos principais impactos da implementação da Diretiva dos Medicamentos Falsificados em ambiente hospitalar:

  • A partir de 9 de fevereiro de 2019 os hospitais terão que verificar e desativar os medicamentos que tenham dispositivos de segurança;
  • Os hospitais deverão garantir o equipamento e pessoal necessário à desativação dos referidos Identificadores Únicos (IU);
  • O recurso à criação de um código de agregação de produtos para permitir a desativação múltipla de IUs de uma mesma encomenda é aceite pela Comissão Europeia. O uso desta solução é voluntária por parte de fabricantes, distribuidores e importadores paralelos e requer um acordo prévio entre eles para garantir a segurança absoluta da informação a ser transmitida.

Ricardo Valente da MVO Portugal interveio com uma breve apresentação sobre o ponto de situação dos desenvolvimentos do repositório nacional e qual o processo para os hospitais se ligarem ao repositório e entrarem nas fases de teste. Recorde-se que este repositório resulta de uma das imposições da Diretiva que determina a existência de uma base de dados onde todas as referências de medicamentos sejam registadas. Mais uma medida de combate à contrafação de medicamentos.

O encontro contou ainda com a apresentação da BIQ Health Solutions que demonstrou qual o impacto da Diretiva do ponto de vista tecnológico e como corresponder às suas exigências recorrendo à otimização dos recursos já disponíveis no mercado.