GS1 realiza o primeiro Plenário de Saúde no GS1 Industry & Standards Event 2021

A GS1, rede global que a GS1 Portugal integra como organização-membro e que visa impulsionar a eficiência ao longo de todas as cadeias de valor, nomeadamente na da saúde, promoveu nos passados dias 13 a 16 de setembro o GS1 Industry & Standards Event, pela primeira vez com uma sessão plenária dedicada ao setor da saúde.

Este evento, totalmente digital, constitui uma “incubadora” de standards da GS1 e reuniu representantes dos mais variados setores e parceiros tecnológicos na identificação de necessidades, discussão de soluções e análise da viabilidade das respostas em termos de tecnologia.

O Plenário de Saúde, dedicado ao tema GS1 standards – making a difference for patients worldwide, contou com a apresentação de Teri Schultz e moderação de Scott Mooney, Vice-Presidente de Operações de Distribuição na McKesson Corporation. Na sua intervenção de enquadramento do tema, Scott Mooney sublinhou que, com o passar do tempo, as necessidades de codificação do setor da saúde evoluíram: nos EUA, em 2017, apenas 7% das 16.618 embalagens lidas dispunham de codificação bidimensional; em 2020, das 21.169 embalagens lidas, 87% dispunham dessa codificação, o que atesta a adesão aos requisitos previstos na regulamentação.

“Fala-se na importância da cadeia de abastecimento, mas o fator principal e com maior destaque é a segurança do doente”, realçou Scott Mooney. Enquanto representante de um distribuidor na área da saúde, Scott Moorey referiu também a importância da codificação bidimensional nos produtos médicos, transmitindo dados determinantes para a rastreabilidade e gestão de stocks num sistema de distribuição de medicamentos”.

O Vice-Presidente de Operações de Distribuição da McKesson Corporation acrescentou que aquela organização dispõe uma nova área de desenvolvimento que diz respeito à gestão da informação de distribuição e consumo de medicamentos para o desenvolvimento de algoritmos de resultados de tratamentos.

Como salientou, “o doente não tem visibilidade da importância da rastreabilidade, não tem visibilidade do processo que, a montante, garante a segurança de todos os medicamentos administrados, equipamentos utilizados, e do próprio procedimento terapêutico a aplicar, não percebe necessariamente o que essa segurança exige”.

Quando questionado sobre os custos da implementação da codificação bidimensional e da possibilidade de estimar o retorno desse investimento, Scott Mooney destacou que “é preciso estar preparado para gerir mais fontes e pontos de acesso a dados, é necessário fazer o upgrade dos equipamentos”. O mais preocupante, como sublinhou, é o tempo despendido e o custo de alteração das embalagens. Ainda sobre a questão dos custos, enfatizou que “é difícil medir o custo de evitar um erro, quantificar esse benefício. A poupança inerente à administração da terapêutica correta a um doente, num determinado momento, é difícil de medir”.

De qualquer forma, Scott Mooney admitiu um assinalável progresso na evolução do debate e da aplicação dos standards nos últimos anos: atualmente o debate já não se faz em torno dos elos da cadeia de valor envolvidos da produção à distribuição; o debate incide sobre a melhor forma de elevar a qualidade dos cuidados prestados ao doente, atendendo a que, em muitas geografias, o processo de rastreabilidade ainda não chega à mesa de cabeceira do doente.

No Plenário de Saúde participaram também Sinead Moran, Special Feeds Unit Manager do Children´s Health Ireland, em Temple Street; Pascal Aulagnet, Diretor de  Market & Regulatory Engagement da Pfizer Inc. e Maryanne Molenaar, Informática Farmacêutica da Eastern Health.