Players do setor da saúde debatem pilares de uma cadeia de abastecimento eficiente e segura

A GS1 Portugal promoveu, a 19 de novembro, um evento híbrido subordinado ao tema Colaboração como Driver da Supply Chain na Saúde. A Importância da rastreabilidade e da codificação no setor foram os principais destaques do Painel Debate, o momento alto de partilha de perspetivas deste evento.

Neste evento que juntou indústria e laboratórios, armazenistas e farmácias, foi sublinhado o papel da confiança, segurança, transparência e colaboração como pilares da cadeia de abastecimento da saúde.

O debate moderado por Cátia Gouveia, Gestora Sénior de Estudos de Níveis de Serviço da GS1 Portugal, contou com a presença de Tiago Baleizão, General Manager do Laboratório Stada; Pedro Paiva, Sales & Trade Marketing Director do Laboratório Perrigo; Hugo Ramos, Diretor Executivo Upstream & Downstream da Alliance Healthcare; Pedro Vasques, CEO da Rede Claro e Eunice Barata, Owner do Grupo Reis Barata.

Para Tiago Baleizão, da Stada, “a questão da confiança é transversal. Para podermos criar valor, temos de ter e criar confiança”. Para o General Manager daquele Laboratório, “o que somos, enquanto empresa, é um reflexo do que temos vindo a construir e a explorar ao longo dos anos”, destacando ainda o papel das pessoas e da colaboração entre elas.

Já Pedro Paiva, da Perrigo, explicou que têm utilizado os resultados dos estudos de benchmarking do setor da saúde, promovidos pela GS1 Portugal, como forma de melhorar os seus processos. “Mais do que entendermos, temos de fazer o diagnóstico, para projetarmos o que vamos fazer a seguir. O que não se mede, não se gere e é daqui que partimos”, garantiu. O Marketing Director deste Laboratório afirmou ainda que “cada vez mais temos um negócio focado em detalhes, pelo que a colaboração e transparência, ao nível de pedir e partilhar informação, são essenciais”.

No mesmo debate, Hugo Ramos da Alliance Healthcare deixou claras as ambições da empresa: “a missão que nos propomos é ser o operador logístico mais valorizado pelas farmácias”. O Diretor Executivo afirmou ainda que as duas palavras fundamentais ao lado da cadeia de valor no setor da saúde são “integração e colaboração”. “Qualquer player/stakeholder que queira trabalhar sozinho não terá sucesso”, assegurou.

Por seu lado Pedro Vasques, da Rede Claro, sublinhou a importância da participação e colaboração entre os vários elos da cadeia de valor como forma de “ir mais além”. Pedro Claro destacou ainda a competitividade sentida neste setor: “factualmente, e de forma pragmática, se não temos resultados, estamos em dificuldade”. “Na Rede Claro, mais do que um KPI [Key Performer Indicator], vemos a evolução como a nossa cultura: não só estar entre os melhores, mas ter o melhor propósito”, rematou.

Ainda nesta sessão, Eunice Barata, do grupo Reis Barata, voltou a destacar os estudos de benchmarking da GS1 Portugal, em particular o Bechmarking Saúde, como essenciais para “dar mais valor à saúde”. “Até participarmos nestes estudos não medíamos a satisfação dos nossos parceiros/fornecedores e foi interessante essa análise. Foi importante perceber, sobretudo, que toda uma equipa faz um resultado final”, explicou.

Em todas as intervenções, ao longo do Painel de Debate, ficou clara a importância dada pelos vários players à colaboração e à partilha de informação como formas de melhorar os resultados e tornar a cadeia de valor cada vez mais segura e eficiente. O evento culminou com a primeira entrega de prémios do estudo de níveis de serviço da GS1 Portugal para o setor da saúde, Benchmarking Saúde, referentes à 6.ª edição.