Reinventar as Empresas e acelerar a recuperação do País

2020 foi um ano devastador, como todos sabemos e vivemos. Quando entrámos em 2021, chegámos a um novo ano cheios de esperança. Estamos a meio do ano e já se começa a vislumbrar a luz ao fundo do túnel. A vacinação está a decorrer com normalidade e a pouco e pouco vamos voltando às nossas rotinas, com vários cuidados, é certo, mas cada vez mais perto do habitual.

Artigo de Opinião por Carlos Vasconcellos, Presidente Executive Chairman QUANTICO

Percebemos que ainda falta muito tempo até estarmos confiantes e confortáveis com todas as medidas e com os resultados efetivos das mesmas, mas, de um modo geral, começa a falar-se em estabilização. Essa estabilização reflete-se no nosso dia a dia, na normalização dos serviços e da atividade das empresas.

No entanto, não podemos esquecer que Portugal e os restantes países do Sul da Europa têm um histórico de lentidão nas recuperações pós crise. O sul da Europa tem um problema de produtividade e Portugal infelizmente não é exceção.

Porque é que isto se mantêm assim desde que nos lembramos? Eu aponto três fatores: sistema político pouco virado para os investidores, o défice de recursos na gestão das empresas e o baixo estado da digitalização e inovação do tecido empresarial português.

Várias coisas aprendemos com esta pandemia: 

  • O sistema de saúde está perfeitamente desajustado da realidade, especialmente no que diz respeito à modernização e qualificação dos recursos humanos. Precisamos de investir rapidamente em mais pessoas e mais preparadas, bem como na modernização de todo o setor.
  • O turismo que tem sido o nosso motor e sofreu severamente, precisa de se reajustar novamente e criar ainda mais vantagens comparativas.
  • As fronteiras vão começar lentamente a abrir e esta é uma oportunidade única para mostrarmos o que temos de melhor, ganhando terreno fora de portas com as indústrias em que somos bons. A pandemia fez tremer toda a economia mundial e quase como uma seleção natural, só os mais fortes sobreviveram. Há, neste momento, pelo mundo fora, vários potenciais clientes que perderam os seus fornecedores habituais.
  • Todas as empresas foram obrigadas a repensar a sua forma de trabalhar e será inevitável procederem a  profundas restruturações de  recursos humanos e tecnológicos.

Perante esta conjuntura, há um conceito que em todo o mundo e também em Portugal progressivamente se revela de enorme valor: o Interim Management.

Para que se possa passar rapidamente à prática e atingir resultados imediatos neste contexto, é preciso que os recursos do tecido económico sejam realmente experientes, com um histórico de gestão, inovação, reestruturação e decisão comprovados.

Uma solução típica para as necessidades organizacionais deste contexto atual é a contratação por mandato de um Interim Manager. O Interim Manager assume, por um tempo determinado e para uma tarefa específica um papel decisivo para garantir a sustentabilidade de um negócio em circunstâncias difíceis e desafiantes.

Os perfis destes Interim Managers são vários e com experiências diversas em muitos sectores de atividade, mas há um conjunto de características que todos têm em comum: são profissionais de nível sénior, com um uma história comprovada de tomada de decisões, rapidez na implementação, experiência e gosto na mudança, bom senso, história de resultados e uma dose extra de pragmatismo – qualidades que só se adquirem com a idade e muita experiência. 

Para além destes skills, o Interim Manager, pela fase que se encontra na vida, não tem ambições de carreira, por isso não entra em jogos de poder ou compromete em momento nenhum o organigrama das organizações.

A única empresa que em Portugal se dedica exclusivamente a este conceito – que é amplamente usado no mundo anglo-saxónico – é a Experienced Management.

Nasceu em 2018 com o objetivo de colocar a enorme experiência de grandes profissionais com provas dadas ao serviço das empresas que precisam, por um tempo determinado, usar os skills de quem tem uma enorme experiência de gestão capaz de desde o primeiro dia ajudar a ultrapassar momentos críticos como o que vivemos.